terça-feira, 2 de novembro de 2010

7,3 milhões de garrafas PET recicladas por mês na Capital

Texto de Bruna Lucianer (Correio do Estado)
Moramos no segundo País que mais recicla garrafas PET no mundo, atrás apenas do Japão. De acordo com o censo divulgado em 2008 pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), atualmente são recicladas 253 mil toneladas do material por ano, o que corresponde a um reaproveitamento de quase 55% do que é consumido.
Mato Grosso do Sul está um pouco a frente da média nacional. Segundo Ricardo Ferreira, dirigente da Metap, empresa recicladora de Campo Grande, 7,3 milhões de garrafas PET circulam pela empresa todos os meses, o que corresponde a aproximadamente 65% do consumo estadual. O resto, infelizmente, ainda vai para o lixão.
Características como a estrutura leve, a resistência mecânica e química, além de constituir excelente barreira para gases e odores, fazem do PET o segundo material reciclável mais nobre que existe, perdendo apenas para o metal. Dele, podem ser feitos centenas de produtos, que vão desde embalagens até tapetes de veículos e fibras têxteis. Essas últimas, por acaso, são o principal destino do PET recolhido e triturado pela Metap.
Postado por Adriana Queiroz

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Emissões de gases de efeito estufa aumentam 60% no Brasil

As emissões brasileiras de gases de efeito estufa giram em torno de 2,192 gigatoneladas de CO2.

Segundo dados apresentados na terça-feira, 26 de outubro, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, durante a reunião anual do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, as emissões brasileiras de gases de efeito estufa aumentaram cerca de 60% entre 1990 e 2005, passando de 1,4 gigatoneladas para 2,192 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente (medida que considera todos os gases de efeito estufa).O novo inventário nacional de emissões será apresentado na 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16), que será realizada nos dias 29 de novembro a 10 de dezembro em Cancún (México). O documento anterior trazia os dados de 1990 a 1994. Para este ano, o compromisso assumido com a ONU era apresentar dados até 2000, mas o governo brasileiro decidiu avançar e agregar números até 2005.
Segundo o inventário, o desmatamento ainda é o principal vilão das emissões nacionais de gases de efeito estufa. A boa notícia é que o Brasil reduziu as emissões de CO2 em pelo menos 34% nos últimos cinco anos, depois de acumular uma alta de 60% na década e meia encerrada em 2005. Em 2009, o país emitiu 1,78 bilhão de toneladas de CO2 equivalente, queda de 33,6% em relação a 2004. Na COP15, o Brasil se comprometeu a atingir a meta de 1,7 bilhão de toneladas em 2020. A queda, segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, se deve principalmente à redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos, somada à manutenção do nível de crescimento de emissões nos outros setores.

Postado por Elizângela Lemes.

Fonte: Blog Ambiental.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O divórcio da humanidade e da natureza

Arthur Soffiati - Uma pesquisa recente mostrou que a maioria das pessoas não sabe como a natureza cria condições para elas viverem. Em termos utilitaristas, elas não sabem para que serve a natureza em suas vidas. Antes, pelo menos, ensinava-se que a galinha nos dava ovo e a vaca nos dava leite. A pesquisa só confirmou o que, empiricamente, alguns estudiosos já sabem. E o que mais espanta é que, mesmo pessoas com formação universitária epós-universitária, também revelam a mesma ignorância.
Sem tecnologia de ponta, como o telescópio Hubble e o microscópio eletrônico, as sociedades arcaicas do Paleolítico e do Neolítico, reconheciam a importância da natureza em suas vidas. Da mesma forma, a sabedoria das sociedades urbanas antigas incluía principalmente o conhecimento dos segredos da natureza. A humanidade passou mais de 95% da sua existência considerando a natureza como a mais perfeita tecnologia.
Houve abusos, é claro, mas eles nunca chegaram perto dos abusos cometidos pela civilização ocidental, que impôs seu modo de vida às outras sociedades do planeta. O humanismo, a filosofia mecanicista e o iluminismo elevaram de tal modo a preeminência do ser humano que ele se divorciou da natureza. Ele, o ser humano, comportou-se como um marido arrogante que se considerava muito superior em inteligência e cultura à sua esposa natureza. Assim separados, o marido colocou a ciência e a tecnologia no lugar da ex-esposa. Ele tinha tudo para ver os encantos e os saberes da mulher, mas não viu. Sua nova esposa ciência/tecnologia pode mostrar que a ex-esposa natureza tem segredos. O mais importante de tudo é que ela cria condições para a existência do ex-esposo. Sem e la, não haveria uma atmosfera respirável, água purificada, organismos que garantem a produção de alimentos e a recuperação da saúde, decompositores que fazem a limpeza da casa e tantas outras tarefas essenciais gratuitamente.
O ex-marido estudou e chegou ao grau de pós-doutor. Mesmo com tanto conhecimento, não percebeu que a tecnologia mais complexa foi pacientemente construída pela ex-esposa. A tecnologia humana não consegue se ajustar às mudanças em sua volta, qualidade denominada resiliência e que está na moda. A natureza consegue. Um computador e um acelerador de partículas não conseguem se reproduzir. Os seres vivos conseguem. Um moderno avião de guerra não consegue reparar os danos que sofre. A natureza consegue. Ela é um autômato que se autocriou, enquanto a tecnologia humana depende do seu criador.
Um náufrago que conseguiu se salvar e viver solitário numa ilha gostaria de ter um celular, um telefone, um computador, uma televisão, um rádio para, de alguma forma, se comunicar com o mundo exterior e dele saber informações. No entanto, não consegue viver sem respirar, sem beber água, sem comer e sem dormir. Um náufrago com pós-doutorado não saberia sobreviver numa ilha deserta. Sendo assim, o problema não parece estar na educação, mas numa determinada forma de educação. O saber ensinado nas escolas e nas universidades não nos basta mais porque continua antagonizando sociedade e natureza. Precisamos de outros conhecimentos.
Precisamos mudar nossa maneira de ver o mundo. Precisamos criar tecnologias adequadas a cada realidade ambiental. A ciência e a tecnologia padronizadas não nos permitem compreender a diversidade da natureza. Quando aplicadas a esta diversidade – outro grande segredo da ex-esposa –, ciência e tecnologia revelam seu desejo de dominar e de uniformizar. Não que a natureza sucumba totalmente diante da arrogância humana. Porém, ela se empobrece e não presta mais os mesmos serviços à humanidade.
Ricos e pobres, ignorantes e cultos leem nos jornais o anúncio da separação de humanidade e natureza, mas não se interessam pelo conteúdo anunciado. Tocam em frente. Contudo, felizmente, começam a emergir vozes dissonantes tentando mostrar ao ex-marido os fascinantes mistérios da ex-esposa. Pode ser que ele se apaixone por ela novamente.
Fonte: Folha da Manhã, Campos dos Goytacazes, 24 de outubro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Entre 1990 e 2005, emissão de gás-estufa pelo Brasil cresceu 60%

A alta das emissões no mesmo período teria sido de 62%.

As emissões de gases de efeito estufa  no Brasil, passaram de 1,4 gigatonelada para 2,192 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente entre 1990 e 2005, numa alta aproximadamente 60%. O dado foi apresentado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, durante reunião anual do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas nesta terça-feira (26). 
Os números praticamente confirmam o relatório preliminar apresentado à Comissão do Meio Ambiente do Senado pelo ministro há quase um ano. Pelo inventário preliminar, a alta das emissões no mesmo período teria sido de 62%. 
O inventário nacional de emissões anterior trazia os dados de 1990 a 1994. Para este ano, o compromisso assumido com a ONU era apresentar dados até 2000. Mas o governo decidiu avançar e agregar números até 2005.
Estima-se que, no ano passado, o Brasil emitiu 1,775 gigatonelada de CO2 equivalente, 33% a menos que em 2005.

Fonte: Portal MS/Globo Amazônia.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Grupo de biólogos estuda biodiversidade do Pantanal de Corumbá

Diferentes ambientes do Pantanal de Corumbá estão sendo pesquisados por um grupo de 20 biólogos recém-formados – sete da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e os demais de outras instituições de ensino do país. Eles participam do curso de pós-graduação em Ecologia e Conservação, oferecido anualmente pela UFMS, e que, além da formação, estimula trabalhos científicos em um bioma ainda pouco conhecido.

Acompanhados de professores da UFMS e de outras universidades, como a Unicamp, e de pesquisadores da Embrapa Pantanal, os biólogos são submetidos a uma maratona de tarefas diárias. Coletam e analisam material no meio ambiente, realizam estudos rápidos, apresentados oralmente e por escrito, e aprendem a metodologia de projetos científicos. Muitos destes estudos são publicados em livro.

O grupo iniciou o curso na fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, na subregião da Nhecolândia, onde conheceu um ambiente castigado pela seca. Na semana passada, os levantamentos da biologia da planície ocorreram em uma das regiões de maior relevância em biodiversidade: a Serra do Amolar. Os alunos visitaram a Reserva Particular do Patrimônio Natural Eliezer Batista, da EBX, empresa do empresário Eike Batista.

Mais estudos

A unidade de conservação de 12 mil hectares (antiga fazenda Novos Dourados, distante 190 km por água ao norte de Corumbá), criada em 2008, foi aberta à pesquisa científica e pela primeira vez recebe o curso da UFMS. Foi uma das fases mais profícuas da capacitação, segundo o coordenador e professor Erich Fischer, pela riqueza biológica da região, onde ocorrem influências da Amazônia, Chaco e Cerrado.

“A Serra do Amolar é particular, é um cenário diferente, com diques marginais, morraria, floresta. Esse ambiente estimula a criatividade e compromisso dos alunos em aprofundar o conhecimento da biologia dos organismos do Pantanal e suas características ambientais”, afirma Fischer. Segundo ele, o curso contribui para ampliar o interesse científico sobre o bioma, em especial no campo da conservação e seus desafios.
 
Texto: Silvio Andrade
Fonte:http://www.correiodoestado.com.br/noticias/grupo-de-biologos-estuda-biodiversidade-do-pantanal-de-corum_80138/

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ecoclube amar os dez mandamentos do amigo do Planeta*

*O autor é o escritor Vilmar Sidnei Demamam Berna que autoriza a livre reprodução desde que citada a fonte e autoria.



"Não são nossas habilidades que revelam quem realmente somos, são as nossas escolhas." - Harry Potter e a Câmara Secreta


Um mundo melhor começa em nós Todos nós desejamos viver num mundo melhor, mais pacífico, fraterno e ecológico. O problema é que as pessoas sempre esperam que esse mundo melhor comece no outro. Por exemplo: preferem esperar que um vizinho ou amigo convide para plantar uma árvore ou começar uma coleta seletiva de lixo, em vez de tomar a iniciativa.
Tem gente que acha mais fácil ficar reclamando que ninguém ajuda, mas não se perguntam se estão fazendo a sua parte em defesa do Planeta. Uma coisa é certa, para conseguir convencer os outros a modificarem seus hábitos, precisamos modificar os nossos primeiro, não é mesmo?
Se queremos um planeta preservado, de verdade, não basta apenas lutar contra poluidores e depredadores. É preciso também nos esforçar para mudar nossos valores consumistas, hábitos e comportamentos que provocam poluição, atitudes predatórias com os animais, as plantas e o meio ambiente. Mas só isso não basta, pois não há coerência em quem ama os animais e as plantas, mas explora, humilha, discrimina, odeia seus semelhantes. Por isso, precisamos, além nos tornarmos ambientalmente corretos em nossas ações, nos esforçarmos para sermos também mais fraternos, democráticos, justos e pacíficos com os nossos semelhantes.
Por outro lado, é importante não ficar esperando a perfeição individual - pois isso é inatingível. O fato de adquirirmos consciência ambiental, não nos faz perfeitos nem mais democráticos, ainda assim é preciso agir. O importante é que tenhamos o compromisso de ser melhor todo dia, procurando sempre nos superarmos.
Um sábio chinês chamado Confúcio disse, há cerca de 5 mil anos, que se alguém quisesse mudar o mundo, teria de começar por si próprio, pois mudando a si próprio, sua casa mudaria. Mudando sua casa, a rua mudaria. Mudando a rua, o bairro mudaria. Mudando o bairro, mudaria o município e assim por diante, até mudar o mundo.


Os Dez Mandamentos do Amigo do Planeta

Só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada. O ontem e o amanhã” Mahatma Ghandi


1. Só Jogue Lixo no Lugar Certo


O lixo que jogamos em qualquer lugar volta para nossa casa através de ratos, moscas, mosquitos que trazem doenças, além de tornar onde vivemos um lugar feio e desagradável. Cada pessoa produz por dia cerca de meio quilo de lixo. Multiplique isso pela população de sua cidade para ter idéia do tamanho do problema. Custa muito dinheiro de impostos para limpar as ruas, praças, praias, dar destino final ao lixo. Dinheiro que podia estar sendo usado para outras obras e serviços para a melhoria da cidade. A cidade, a escola, a casa mais limpa não é a que mais se varre, é a que menos se suja! Um Amigo do Planeta só joga seu lixo nos locais apropriados, ou guarda no bolso e traz para colocar na lixeira ou reciclagem da própria casa.


2. Poupe Água e Energia
A água não sai da parede. Ela vem de rios e mananciais que estão sendo agredidos pela poluição e pelo desmatamento, o que torna a água potável cada vez menos disponível, e eleva seu custo de tratamento. A energia também não sai da parede. Para ser gerada é preciso afogar rios e terras férteis, deslocar populações, ou usar recursos não renováveis como petróleo e carvão ou criar riscos e lixo perigoso como o nuclear


3. Não Desperdice
Escolha consumir o necessário. Resista ao modismo que nos obriga a trocar de carro, roupa, bens. Além de gastar dinheiro desnecessariamente, desperdiçamos recursos naturais, poluímos o Planeta. Diga não a produtos supérfluos ou feitos para durar pouco; ou que gastem muita energia ou água; ou que contaminem o meio ambiente; ou descartáveis cujas embalagens não retornam aos fabricantes. Escolha usar sacolas de pano e caixas para suas compras. Evite as sacolas de plástico. Escolha alimentos e produtos naturais e evite os industrializados


4. Cuide dos Animais e Plantas
Os animais – assim como as plantas (“A Vida Secreta das Plantas”) - sentem dor, têm emoções, sofrem. Eles tem tanto direito à vida, à liberdade, ao bem estar quanto nós. Seja responsável com os animais e as plantas sob sua responsabilidade. Não deixe que sofram desnecessariamente, cuide para que tenham água, alimento, conforto. Recuse a se divertir em rodeios e circos com a dor e o sofrimento dos animais. Recuse produtos e alimentos que não respeitam a dor e o sofrimentos dos animais. Empreste sua voz às plantas e animais que sofrem por que eles não tem como se defender.


5. Cuide das Árvores
Ajude a defender as árvores e florestas existentes. Denuncie as agressões. Plante novas árvores e cuide delas com carinho e respeito. Recuse comprar madeiras e móveis que não comprove a origem ecologicamente correta e legal. Utilize os dois lados da folha de papel. Faça coleta seletiva em sua casa e encaminhe o papel para reciclagem.


6. Não Polua
Use o menos possível o automóvel, programando suas saídas. Ele provoca poluição do ar, gasta combustível, agrava o efeito estufa, engarrafa o trânsito. Acostume-se a ouvir música sem aumentar muito o volume do som. Som alto provoca poluição sonora. Reveja seu comportamento, suas atitudes em casa, no trabalho, na comunidade e mude o que estiver provocando poluição ou degradação ambiental. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.


7. Coleta seletiva de lixo
Lixo não existe. O que chamamos de lixo é matéria prima e recursos naturais misturados e fora do lugar. A reciclagem devolve estes recursos para fabricar novos produtos retirando menos da natureza, além de economizar mais água e energia, e aumentar a vida útil dos aterros sanitários. Mantenha duas vasilhas em sua cozinha, uma para o MATERIAL SECO (inorgânico: papel, plástico, metal, vidro) e outro para MATERIAL ‘MOLHADO’ (orgânico: restos de comida, cascas de frutas etc.). Acumule o material seco numa vasilha maior e regularmente encaminhe à reciclagem. Se não houver coleta de lixo seletivo em sua comunidade encaminhe um abaixo-assinado às autoridades. Enquanto isso, procure doar seu material para quem faz reciclagem O material ‘úmido’ pode virar adubo e servir para alimentar animais. Cultive uma horta mesmo que em vasos e caixas e faça uma composteira mesmo que pequena, numa caixa.


8. Conheça e conviva com a natureza
Mantenha o contato com a natureza. Faça passeios na floresta, tome banho de cachoeira, vá à praia, contemple o por-de-sol, a lua cheia. Coloque os pés no chão. Cultive uma horta, um jardim. Estude e leia mais sobre a natureza, mesmo que não seja tarefa da escola. Quanto mais você souber, melhor poderá agir em sua defesa. Procure no dicionário palavras como saúde do trabalhador, reciclagem, reaproveitamento, habitat, biodegradáveis etc. Faça um álbum de recortes com figuras de animais e plantas.


9. A natureza não vota e nem se defende.
Faça você por ela! Mesmo sozinho você pode denunciar as agressões ambientais. Escreva às autoridades, ao SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor de empresas, às autoridades, aos políticos, à imprensa.Participe de campanhas pela internet ou pessoalmente. Na hora de votar, escolha representantes comprometidos com a causa ambiental e acompanhe o mandato. Escreva a ele com sugestões e críticas que melhore a atuação na defesa do meio ambiente. Participe de atividades voluntárias e de alguma organização da sociedade civil sem fins lucrativos em sua comunidade.


10. Crie um clube de amigos do planeta na escola, ou associação!
A escola ou associação de moradores pode oferecer aos alunos e cidadãos a possibilidade de atuarem de forma organizada, assumindo, no mínimo, UMA AÇÃO CONCRETA POR MÊS PARA A MELHORIA AMBIENTAL DA COMUNIDADE como plantar e cuidar das novas árvores, fazer coletas de sementes e produzir novas mudas, denunciar agressões ambientais, ajudar a implantar a coleta seletiva de lixo na escola, etc. Faça um PLANEJAMENTO COOPERATIVO envolvendo a todos para que tomem conhecimento da situação, proponham substituições de materiais e comportamentos, estabelecem metas quantitativas e períodos de tempo para promover as mudanças pretendidas.


Mais informações:http://www.portaldomeioambiente.org.br/ Clubede AmigosdoPlan eta/ind ex.asp

Poluição Sonora: O bem não faz barulho e o barulho não faz bem


A poluição sonora provoca diversos problemas de saúde nas pessoas.
Dificil quem não sofra devido a poluição sonora. Ela ocorre quando num determinado ambiente o som altera a condição normal de audição. Embora não se acumule no meio ambiente, como outros tipo de poluição, causa vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas.
O ruído é o que mais colabora para sua existência e é provocado pelo som excessivo das indústrias, canteiros de obras, meios de transporte, áreas de recreação, etc. Estes ruídos provocam efeitos negativos para o sistema auditivo das pessoas, além de provocar alterações comportamentais e orgânicas.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que um som deve ficar em até 50 db (decibéis – unidade de medida do som) para não causar prejuízos ao ser humano. A partir de 50 db, os efeitos negativos começam. Alguns problemas podem ocorrer a curto prazo, outros levam anos para serem notados.
O professor universitário Mário Márcio da Rocha Cabreira, o problema da poluição sonora tem a ver com educação. “Não só de educação, mas também , de saúde e segurança pública”, afirma. Cabreira sofre com a poluição sonora há dois anos. Perto de sua residência tem uma casa noturna que faz shows quase que diariamente. “ Antes o barulhos era só final de semana, agora tem barulho todos os dias”, relata. O professor conta que fez diversos boletins de ocorrência, mas até agora nada foi feito com relação ao problema do som alto. “Já prestei queixa na Delegacia Especializada de Ordem Política e Social, reclamei várias vezes e até agora nada foi resolvido”, desabafa.
De acordo com o delegado da DEOPS,  Antônio Silvano Rodrigues Mota, o som alto e perturbações do sossego, são as maiores causas de reclamações em delegacias. “Este é um problema frequente”, diz.  Mota orienta que todo cidadão que sofre com a poluição sonora deve procurar a delegacia pra formalizar a ocorrência. “Pra que se tenha um procedimento de natureza formal”, explica. Ainda segundo o delegado, a DEOPS atua na repressão e verificação  com o intuito de coibir estas práticas de desordem pública. “Em questão de denúncias, a  DEOPS faz a verificação no local e conforme o caso, a pessoa responsável pela desordem responderá criminalmente, dentro das contravenções penais”, afirma.
Além de ter que conviver com o barulho, o professor Cabreira também sofrer os danos causados pela poluição sonora. “Sinto cansaço, irritação, por não conseguir dormir a noite,  acordo dolorido, como se tivesse levado uma surra”, relata.
Para o otorrinolaringologista, Pedro Paulo Rocha, a exposição prolongada ao ruído, lesa a médio e longo prazo o ouvido. “Estes ruídos provocam uma porção de sintomas como: insônia; estresse; depressão; perda da audição, concentração e memória; dores de cabeça; aumento da pressão arterial; cansaço; irritações do nariz-ouvido-garganta; gastrite, úlcera, dentre outros fatores”, explica. Ele diz que ao falar mais alto do que o ruído, a pessoa força a garganta. “ Isso prejudica as cordas vocais e exige um maior esforço de concentração”, diz. “É como disse São Francisco de Assis: O bem não faz barulho, e o barulho não faz bem” completa.
Para evitar os efeitos nocivos da poluição sonora é importante: evitar locais com muito barulho; escutar música num volume de baixo para médio; não ficar sem protetor auricular em locais de trabalho com muito ruído; escutar mp3 player num volume baixo, não gritar em locais fechados, evitar locais com aglomeração de pessoas conversando, ficar longe das caixas acústicas nos shows de rock e fechar as janelas do veículo em locais de trânsito barulhento.

Por Elizângela Lemes.