quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mesmo em níveis baixos, poluição do ar causa problemas pulmonares

Os riscos são maiores para os moradores das cidades grandes.(Julia Chequer/26.08.2010/R7).

Pessoas que respiram ar poluído durante muitos anos, como os moradores das grandes cidades, têm maiores chances de desenvolver a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Segundo cientistas dinamarqueses, ainda que o nível de poluição seja baixo, há riscos de ter a doença.
Segundo Zorana Andersen, da Sociedade Dinamarquesa do Câncer, os pesquisadores avaliaram dois estudos para avaliar o impacto da poluição na saúde da população. O primeiro estudo continha informações sobre mais de 57 mil pessoas com idades entre 50 e 64 anos, moradores das duas maiores cidades do país: a capital Copenhague e Aarhus.
O outro estudo utilizado foi um questionário sobre tabagismo, alimentação, educação, ocupação e estilo de vida. Foram avaliadas pessoas que ficaram expostas a níveis baixos de poluição durante um período de 15 até 35 anos. Foi possível acompanhar as informações 52 mil dinamarqueses no período de 1971 até 2006.
De acordo com Andersen, foi encontrada uma relação importante entre a poluição e a DPOC.
- Nós ajustamos alguns fatores, como o tabagismo, e, ainda assim, a relação continua significativa. Casos de DPOC também foram encontrados em pacientes não-fumantes.
A influência da poluição a longo prazo na incidência dessa doença pulmonar foi maior, segundo os especialistas, entre homens, obesos e aqueles que comem menos de 240 gramas de fruta por dia. Além disso, os maiores riscos foram encontrados em pacientes que já sofriam de diabetes ou asma.
Como os pesquisadores utilizaram dados de internações por DPOC para avaliar a incidência – e como algumas situações não requerem hospitalização – os pesquisadores dinamarqueses acreditam que os números estão subestimados, ou seja, a influência da poluição deve ser ainda maior.
Diante dos resultados, os médicos acreditam que as emissões de gases vinda do tráfego urbanos é fundamental para trazer mais benefícios à saúde.

Postado por Elizângela Lemes

Fonte: R7

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poluição e clima ameaçam ecossistemas marinhos

NAGOYA, Japão (Reuters) - Ecossistemas marinhos em todo o mundo estão correndo o risco de sofrer uma grande deterioração nas próximas décadas, pois os oceanos enfrentam crescentes ameaças da poluição, pesca predatória e mudanças climáticas, mostrou na terça-feira (19) um relatório da ONU.

O relatório do Programa Ambiental da ONU, feito com base em estudos de 18 regiões, previu que a fertilidade nos oceanos vai cair em quase todas as regiões do planeta até 2050 e a indústria da pesca será dominada por espécies menores, localizadas mais na base da cadeia alimentar.

O relatório foi divulgado enquanto enviados de quase 200 países se reúnem para um encontro da ONU em Nagoya, no Japão, com o objetivo de proteger e restaurar ecossistemas como florestas, recifes de coral e oceanos, que sustentam pessoas e economias.

As temperaturas da superfície dos oceanos podem subir até 2100 se não forem tomadas providências para diminuir os impactos das mudanças climáticas, afetando recifes de coral e outros organismos marinhos, informou o relatório.

Outra ameaça é o continuo aumento de níveis de nitrogênio, que pode causar elevação na quantidade de algas e levar ao envenenamento de peixes e outros animais marinhos.

"Serviços multimilionários, inclusive a indústria da pesca, o controle climático e os que sustentam indústrias como o turismo estão sob risco se os impactos ao ambiente marinho continuarem incontrolados e sem diminuição", afirmou Achim Steiner, chefe do Programa Ambiental da ONU, em comunicado.

"Este relatório global, baseado em 18 relatórios regionais, ressalta que as ambições e ações precisam, neste momento, igualar a escala e a urgência do desafio."

Relatórios regionais esboçaram medidas que podem ser adotadas por políticos, com o estudo do Pacífico-Noroeste, que cobre China, Japão, Coreia do Sul e Rússia, pedindo maior controle da água de lastro dos navios e da quantidade de peixes.

A água de lastro dos navios pode ser prejudicial aos oceanos por transportar espécies marinhas invasivas para outras regiões, podendo causar um aumento na extinção da vida marinha nativa, informou o relatório global.

(Reportagem de Chisa Fujioka)

Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/10/19/poluicao-clima-ameacam-ecossistemas-marinhos-922820457.asp

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pantanal tem primeira unidade de conservação de uso sustentável**

Mato Grosso do Sul agora conta com uma Unidade de Conservação inédita. Decreto da prefeitura de Ladário, publicado no último dia 7, cria a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baía Negra, a primeira reserva de uso sustentável no Pantanal, que agrega preservação ambiental e sobrevivência das populações tradicionais.

A área, localizada na Estrada Codrasa, às margens do rio Paraguai, foi alvo de venda de terras da União e de ocupações irregulares denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Desde abril de 2009, ações do MPF buscam a regularização do local e a recuperação das áreas afetadas pela construção ilegal de casas e pousadas turísticas.

“A APA da Baía Negra é uma conquista do homem do Pantanal. Corrigindo erros do passado, alcançou-se um paradigma novo de preservação ambiental, que inclui a sobrevivência dos homens e mulheres que dependem dos recursos naturais do Pantanal. Com a criação da APA da Baía Negra, os poderes públicos firmaram um compromisso de desenvolvimento sustentável do qual não mais poderão se afastar”, afirma o procurador da República em Corumbá, Wilson Rocha Assis.


Unidade de Conservação foi aprovada por unanimidade em audiência pública.

Tesouro ambiental
A Unidade de Conservação criada em Ladário possui quase 6 mil hectares de extensão e uma vasta riqueza ecológica, arqueológica e paisagística. Com a criação da APA, busca-se ordenar a ocupação do solo e a exploração dos recursos naturais, reconhecendo e assegurando a dignidade das populações tradicionais e viabilizando atividades sustentáveis como o ecoturismo, capazes de incrementar a geração de riqueza e renda para a sociedade em geral.

A partir da implantação e funcionamento da Área de Proteção Ambiental, a região será dividida em zonas com delimitação das atividades permitidas, restringidas e proibidas em cada uma delas. Também serão utilizados instrumentos legais e incentivos financeiros e governamentais para assegurar a proteção e o uso racional do meio ambiente.

A APA Baía Negra será gerida por Conselho Gestor próprio, composto de seis membros, que deliberará sobre sua administração, aprovação de projetos, controle e fiscalização dos investimentos.

Breve histórico

A região da Codrasa abrigou, na década de 80, um projeto agrícola conhecido como polder experimental agropecuário de Ladário, implementado pela extinta Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Em 1976, foi iniciada a construção da estrada que margeia o Rio Paraguai para dar acesso à região, mas o projeto foi abandonado três anos depois quando faltavam apenas 900 metros para o término da estrada. A área foi, então, incorporada ao patrimônio da União, através da Lei 8.029/90.

Em abril de 2009, o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) expediu quatro recomendações para solucionar as ocupações irregulares na região. As recomendações foram enviadas a todos os proprietários das construções, à Associação de Moradores, à Prefeitura de Ladário e à Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU). Na época, o MPF e a Polícia Federal (PF) iniciaram investigações envolvendo a prática de crimes ambientais e de ocupação de terras públicas.

Sete meses depois, foi desarticulada uma quadrilha que comercializava terras da União em Mato Grosso do Sul. Quatro pessoas foram acusadas de intermediar a negociação de terras entre 2002 e 2008 por valores que iam de 1.200 reais até mais de 30 mil reais. A quadrilha era liderada por uma servidora pública federal.

Em 2010, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), proposto pelo MPF e assinado por ocupante irregular, garantiu-se a desocupação de área na região, com cessão das benfeitorias à Polícia Militar Ambiental para promoção de atividades de fiscalização e educação ambientais. A assinatura do TAC foi uma medida de compensação por danos causados ao meio ambiente.


**Texto e foto: Assessoria MPF/MS

Você sabia?

Há muito tempo se preocupa com a poluição sonora, prova disso é o disposto no artigo 42, do Decreto-lei 3.688/41, que institui a Lei das Contravenções Penais: (29)
Art. 42. Perturbar alguém o trabalho ou o sossego alheio:
I – com gritaria ou algazarra;
II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;
III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;
IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem guarda.
Em fim....

Em função dos freqüentes estudos acerca das conseqüências maléficas da poluição  sonora sobre o organismo humano e da enorme quantidade de fontes causadoras de poluição  sonora, esta vem sendo interpretada como crime de acordo com o artigo 54 da Lei 9.605/98 que trata dos Crimes Ambientais.

Agora será que esta lei é cumprida?

Usinas gigantes são passado, afirma ambientalista

As grandes hidrelétricas fazem parte do passado na história da infraestrutura no Brasil. Para Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF Brasil, a redução do tamanho dos projetos hidrelétricos ainda é uma concessão modesta para minimizar os impactos de hidrelétricas na Amazônia.

Capacidade de estoque dos grandes reservatórios de energia encolhe

"Quando se fala de hidrelétricas na região amazônica, seria bom saber se o plano é barrar todos os rios amazônicos. Hoje, o que se discute é o projeto de Belo Monte, de Jirau, não se discute a Amazônia como um todo."

Rittl afirma que não faz sentido o país retomar a discussão das grandes hidrelétricas, mas sim se debruçar sobre como aproveitar melhor as fontes de energia disponíveis, com programas mais efetivos de eficiência energética, e aproveitar o potencial de energias alternativas, como a eólica.

"A discussão das grandes usinas atende ao interesse de grandes grupos construtores, que poderão gerar muitos recursos."

"O importante para o país é investir em eficiência energética e avançar com a geração eólica, cujo aproveitamento ainda não alcança sequer 1% do potencial", afirma Rittl.

Segundo ele, o país detém potencial eólico de 140 mil MW. Isso é maior do que todo o parque de geração instalado hoje no país, da ordem de 107 mil MW.

Esse tema foi ignorado na campanha eleitoral, embora a candidata do PV, Marina Silva, tenha, em alguns momentos, feito críticas ao modelo atual de expansão do setor elétrico brasileiro, principalmente em relação a projetos como Belo Monte.

Texto de AGNALDO BRITO, DE SÃO PAULO

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/815845-usinas-gigantes-sao-passado-afirma-ambientalista.shtml

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Você é o culpado

Galera, na verdade, muitos já sabem que nós somos culpados e que conforme o diretor da ONU disse nesta segunda (18), o Homem está acabando com a vida na Terra.
Notícia como esta era loucura de ambientalista há alguns anos, mas hoje é realidade.
Matérias como "A água potável só pode ser utilizada para beber, anuncia ONU" e muitas outras, não vão demorar a aparecer se não fizermos algo imediatamente. O que fazer? Isso você já sabe: Respeitar o meio ambiente.
Divulgue esta idéia e mude seus hábitos. Já é um começo.
Sim, as grandes empresas e os países desenvolvidos também precisam mudar, mas a mudança pode vir mais rápido quando perceberem que a sociedade faz a sua parte e, por isso, sabe que pode cobrar deles.


Equipe Você é o culpado

Homem está acabando com a vida na Terra, alerta diretor da ONU

Para analistas, mundo caminha para fase de extinção semelhante à do desaparecimento dos dinossauros.

Na abertura da 10ª edição da Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), o diretor do programa para meio ambiente das Nações Unidas (ONU), Achim Steiner, foi enfático ao afirmar que o homem está acabando com a vida na Terra.
"Este é o único planeta no universo em que sabemos que existe vida como a nossa e estamos destruindo as bases que a sustentam", alertou.
O encontro começou nesta segunda-feira (18) em Nagoya, no Japão, e termina no dia 29 de outubro. Durante estas próximas duas semanas, representantes de 193 países vão avaliar as metas de preservação ambiental assumidas para este ano e definir quais serão os próximos objetivos até 2020.
O tom pessimista foi observado ainda nos discursos de outras autoridades e especialistas da área ambiental, que chegaram a afirmar que o mundo está caminhando para uma fase de extinção na mesma proporção do período em que os dinossauros desapareceram da Terra.
Para eles, a destruição da natureza tem afetado diretamente a sociedade e a economia. A ONU estima que a perda da biodiversidade custa ao mundo entre US$ 2 trilhões (R$ 3,2 trilhões) e US$ 5 trilhões (R$ 8 trilhões) por ano, principalmente nas partes mais pobres.
"(O monge budista) Teitaro Suzuki disse que 'o problema da natureza é um problema da vida humana'. Hoje, infelizmente, a vida humana é um problema para a natureza", disse o ministro do Meio Ambiente do Japão, Ryo Matsumoto.
"Temos de ter coragem de olhar nos olhos das nossas crianças e admitir que nós falhamos, individualmente e coletivamente, no cumprimento das metas prometidas no encontro de Johanesburgo (em 2002)", completou o ministro.
Matsumoto lembrou ainda que a perda da biodiversidade pode chegar a um ponto irreversível se não for freada a tempo.
"Toda a vida na Terra existe graças aos benefícios da biodiversidade, na forma de terra fértil e água e ar limpos. Mas estamos agora próximos de perder o controle se não fizemos grandes esforços para conservar a biodiversidade", disse.

Sinais de esperança
Jane Smart, chefe do programa de espécies da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), disse que, apesar do problema ser grande e complexo, existem alguns sinais de esperança.
"A boa notícia é que quando nós promovemos a conservação, ela realmente funciona; gradativamente estamos descobrindo o que fazer, e quando nós fazemos, as coisas dão muito certo", disse a pesquisadora à BBC News.
"Precisamos fazer muito mais para conservar, como proteger áreas, particularmente o mar. Temos de salvar vastas áreas do oceano e os cardumes de peixes. Isso não significa que devemos parar de comer peixes, mas comer de uma forma sustentável", afirmou Jane.
O Brasil também participa do encontro e vai pressionar os países ricos para obter recursos em torno de US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bilhão) por ano para a preservação ambiental, além de exigir metas globais mais específicas contra a perda da biodiversidade.
Outro ponto defendido pela comissão brasileira é a cobrança de royalties pelo uso de recursos vegetais e animais. A ideia é que empresas que utilizam matérias-primas provenientes de nações em desenvolvimento repassem uma parte do dinheiro às comunidades locais.

Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/10/homem-esta-acabando-com-a-vida-na-terra-alerta-diretor-da-onu.html