segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Saiba quais são os principais temas de negociação durante a COP-16

DA FRANCE PRESSE

A 16ª Conferência das Partes da Convenção do Clima da ONU começou nesta segunda-feira em Cancún, no México, com a ambição de dar impulso e credibilidade a difíceis negociações, após a decepção de Copenhague, há um ano.

Tropas do exército e policiais mexicanos, apoiados por três navios de guerra, participam do esquema de segurança em torno ao hotel Moon Palace, um complexo em frente ao mar, onde está sendo realizada a conferência que encerra somente em 10 de dezembro.

Veja a lista dos principais temas na mesa de negociação durante a conferência em Cancún, no México, sobre mudanças climáticas:

1. Redução das emissões de gases de efeito estufa devido ao desmatamento (20% do total)
Cancún pode tornar efetivo o mecanismo Redd+, que consiste em pagar compensações financeiras aos países que reduzirem o desmatamento ou a degradação de suas florestas. A Conferência de Copenhague conseguiu praticamente um acordo, mas faltam questões complexas por definir, como o financiamento deste ambicioso dispositivo.

2. Fundo Verde
Os países industrializados se comprometeram em Copenhague a mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020 para alimentar este fundo, iniciativa do México, destinado aos países mais pobres. Mas sua gestão é objeto de debate: os países em desenvolvimento querem que dependa da ONU, enquanto outros, como Estados Unidos, pedem que goze de maior independência.

3. Fixar os compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa
Segundo o Acordo de Copenhague, os países industrializados e as nações em desenvolvimento submeteram à Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (CMNUCC) seus objetivos e ações em termos de cortes de emissões de CO2 até 2020. Estas promessas não têm caráter vinculativo e a conferência de Cancún deverá buscar uma fórmula jurídica para fixá-las legalmente. Apesar de tudo, as promessas feitas até agora são insuficientes para limitar a 2º C a alta da temperatura média do planeta.

4. Verificação dos compromissos alcançados
O controle dos esforços realizados para reduzir as emissões de CO2 é um dos temas mais espinhosos da negociação. A China, principal emissor mundial, é particularmente reticente ao controle exterior de seus planos climáticos, um aspecto no qual, entretanto, insiste outro grande emissor, Estados Unidos.

5. Protocolo de Kyoto
Os países em desenvolvimento se preocupam com a falta de atenção dedicada a um eventual segundo período de compromissos sob o Protocolo de Kyoto, cuja primeira etapa expira no final de 2012. Ante a dificuldade para concluir um novo tratado vinculativo, estes países insistem em conservar o único instrumento legal existente que impõe obrigações cifradas em matéria de emissões de gases de efeito estufa aos países industrializados (com exceção dos Estados Unidos, que nunca o ratificou).

6. Mecanismos de transferência de tecnologia
Trata-se de ajudar os países mais vulneráveis a ter acesso às tecnologias que permitem reduzir as emissões de CO2 (energias renováveis, por exemplo) e adaptar-se aos inevitáveis impactos das mudanças climáticas. Cancún poderia aprovar a criação de um comitê sobre tecnologia, que seria responsável por centralizar e divulgar esta informação.

domingo, 28 de novembro de 2010

Brasileiros fazem doações para salvar a Mata Atlântica

Um acontecimento extraordinário que poderá ficar na história da luta para salvar a natureza do Brasil: pela primeira vez conseguimos sensibilizar as pessoas para nos ajudar a salvar a Mata Atlântica com doações para comprarmos as matas bem preservadas que ainda restam.

São doadores brasileiros que acreditaram no nosso esforço e perceberam a urgência para salvar a Mata Atlântica que está sendo aniquilada.

Com esta ajuda financeira de doadores brasileiros foi possível adquirir nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), mais 300 hectares de Mata Atlântica preservadíssima aumentando para 800 hectares a área protegida, parte da qual já foi transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) . Começamos um naco de 2 hectares, nossa primeira singela aquisição, mas riquíssima em formas de vida.

A área adquirida abriga dezenas de espécies de aves e mamíferos ameaçados de extinção. Árvores centenárias raras e também ameaçadas de extinção. Muitos quilômetros de matas ciliares foram salvas. Clique aqui para ver as imagens deste paraíso que estamos salvando

A maior parte dos recursos foi doada pela IUCN da Holanda, através de projeto submetido. A segunda maior contribuição foi nossa (particular), com recursos de nossas economias.

A dificuldade para comprar esta área foi muito grande. Conseguir o dinheiro foi apenas uma das etapas a serem vencidas. Se não fosse a gente ter conseguido mobilizar tantas pessoas esta área não estaria mais verde na próxima atualização do Google Earth. Por pouco não perdemos para os investidores em reflorestamento de eucalipto e pinus.

O impressionante empenho da Elza em conseguir mobilizar todas estas pessoas foi decisivo. Um parceiro importante nesta aquisição foi o representante legal da indústria madeireira proprietária do terreno, que deu preferência de compra para nós e manteve o preço combinado por mais de um ano, tempo que levou para acertar a papelada.

O pai dele, um bem sucedido empresário que morreu em 1978 aos 44 anos, foi de alguma forma responsável por aquela mata preservada estar ainda ali, ter escapada da devastação. Por isso, de forma justa, vamos homenageá-lo com o nome da reserva, que vai se chamar RPPN “Odir Zanellatto”.

A indústria que o Sr. Odir Zanellato criou agregava valor à principal matéria prima de itaiópolis: a madeira. Produzia portas para apartamentos (era fornecedor de grandes construtoras do Rio e São Paulo) e gerava muitos empregos em Itaiópolis, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do Município. Sempre foi uma pessoa muito respeitada e admirada por todos da comunidade.

O apoio da ONG SPVS de Curitiba foi também fundamental na aquisição desta importante mata preservada. A SPVS atuou em sinergia conosco bancando, por exemplo, o aluguel de um carro para o translado do diretor da IUCN/Holanda de Curitiba até a área a ser comprada na fase final de aprovação da doação dos recursos.

Só a sociedade brasileira pode salvar a Mata Atlântica. Este é um projeto piloto que pretendemos dar escala aumentando cada vez mais o tamanho da reserva para dar alguma chance da vida seguir sua jornada. Queremos também que nosso exemplo seja reproduzido em todos os lugares.
Com seriedade e total transparência para dar segurança aos doadores, vamos conseguir cada vez mais adesões e comprar mais áreas de matas preservadas para salvar da extinção muitas espécies de plantas e animais.

Se quiser saber como funciona, CLIQUE AQUI para acessar as informações no site do Instituto Rã-bugio.

Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/meio-ambiente-natural/mata-atlantica/6067-brasileiros-fazem-doacoes-para-salvar-a-mata-atlantica.html

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Consciência Ambiental - Árvores históricas ganham espaço no Parque Laucidio Coelho

Com a finalidade de preservar o patrimônio ambiental de Campo Grande (MS), a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul realizou na manhã desta quinta-feira (18), um ato simbólico de demolição de algumas construções de alvenaria, situadas no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A iniciativa visa dar mais visibilidade a cerca de 13 árvores centenárias. Ao todo serão derrubados 600 metros quadrados de obra.
O projeto da Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul), que prevê a revitalização completa do local, surgiu após a emissão de um laudo feito por engenheiros e botânicos. O levantamento comprovou que o concreto estava atrapalhando as figueiras de aproximadamente 80 anos.
Na área ficavam os estandes dos expositores, entre eles o da Real H, que deu seu apoio à iniciativa da diretoria da associação. Uma equipe da empresa esteve presente no ato simbólico de demolição das construções.
“A Real H é uma empresa extremamente preocupada com a preservação ambiental e com as questões ligadas à sustentabilidade, portanto, mesmo estando há mais de 15 anos com um estande naquela área do parque, nós concordamos com a derrubada do prédio. Acreditamos que a medida é por uma causa justa que visa, sobretudo, a preservação ambiental”, comentou o gerente de publicidade e propaganda, Devvy Howard.
 A Empresa indústria Real H é uma entidade que buscou alternativa para solucionar uma parte da poluição. Existe desde o ano de 2006 um projeto para arrecadação de reciclagem, o Projeto Ciclos. Todos os funcionários são convidados a levar todo o lixo que pode ser reciclado, quem faz isso participa do programa interno que garante pontos. Quem obter mais pontos ganhara prêmios. Mais de cem mil toneladas já foram arrecadadas.

De acordo com o responsável da idéia do projeto Ciclos Mario Renck Real, a atitude visa  qualidade de vida de toda a sociedade, além de ajudar o meio ambiental a sociedade em geral é beneficiada. Até gasolina para viaturas de policia já conseguiu comprar com ajuda do projeto ciclos.
E assim que a idéia se desenvolve meio ambiente e sociedade ganhando juntos.

Acompanhe também o vídeo da Tv Record MS:

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"Fazer algo" pela sustentabilidade já não é mais um diferencial. É uma premissa.

O termo "sustentabilidade" está na moda, e não é para menos. No ramo empresarial ele começa a ganhar força, como no final da década de 90 ganhou força as ações de marketing social. As empresas, sentindo que o novo apelo a ser explorado diate do consumidor era o sentimental, passaram a adotar medidas que normalmente contam com a aceitação das pessoas, e raramente se deparam com alguma rejeição.

Nesse contexto, a edição 2010 da pesquisa "Futuro Sustentável" realizada pelo grupo Havas apontou que em relação ao trabalho feito em 2009, a pesquisa indica que a preocupação do brasileiro com o assunto aumentou. No levantamento atual, 58% dos entrevistados daqui disseram estar mais atentos, um aumento de nove pontos percentuais.

De acordo com esse estudo, que ouviu 30 mil pessoas por meio de sondagem pela internet, 60% dos habitantes daqui têm a visão de que as companhias podem lidar melhor com problemas socioambientais do que o governo.

Sobre o papel das empresas, na análise global, 76% dos consultados (contra 70% em 2009) colocam nas companhias – e não nos governos – a responsabilidade por medidas sustentáveis e sociais. Mas 68% entendem que as corporações somente falam de sustentabilidade para melhorar a imagem. Esse índice entre os brasileiros é significativamente menor: 23%. Ou seja, aqui a população acredita de fato na comunicação acerca da sustentabilidade realizada pelas empresas.

Se a avaliação for pelo outro lado, o do envolvimento governamental, nós somos céticos. Dos brasileiros, 40% não acreditam que o poder público possa resolver problemas nesse campo. Para os consultados dos demais países, o percentual de descrença é mais baixo, 21%. Portanto, ainda há um índice relativamente alto de brasileiros que não confiam na capacidade do governo de atuar no problema socioambiental.

Esse índice pode ser confirmado pelo alto número de votos obtidos pela candidata a presidente do Brasil, a senadora Marina Silva, do PV, sendo a candidata e o partido de pouca tradição política em nosso país. O número de eleitores a cima do esperado pelo próprio partido é uma amostra da baixa credibilidade do governo atual quanto a sua real capacidade de atuar nessa frente.

Um dado importante da pesquisa mostra que além de depositar sua fé nas empresas, os brasileiros gostam de premiar as companhias, mais do que as demais populações. Essa disposição é encontrada em 90% dos entrevistados, enquanto que o índice global ficou em 80%. De todos os brasileiros ouvidos, 82% puniram de algum modo as corporações que não adotam práticas socioambientais – no restante do mundo o percentual ficou em 90%. Isso quer dizer que um cultura já consolidada pelo mundo começa a se tornar rotina também no Brasil.

Em matéria sobre o tema exposto em 18 de novembro/2010 na m&m online, "perguntado se, diante de tais números, o brasileiro é mais bonzinho, o coordenador do trabalho no País, André Zimmermann, CEO da Havas Digital Brasil, prefere dizer que o público é menos crítico. “Parte dos resultados tem mais a ver com a maturidade dos mercados desenvolvidos. Nesses lugares, a população é mais exigente porque o ‘fazer algo’ deixou de ser um diferencial”, explica."

Entre os temas sondados está o desempenho das marcas. Os brasileiros citaram espontaneamente a Natura como a empresa mais ligada à sustentabilidade, com 27% das respostas. Em segundo lugar ficou a Petrobras (22%). Nestlé (15%), Vale (14%) e Banco Real e Bradesco (9% cada) vêm em seguida. Nota-se que a comunicação com o público, inclusive no rótulo dos produtos, é um fator positivo na formação de opinião e fortalecimento do valor agregado de uma marca.

Segundo a matéria publicada, "para Hernan Sanchez, CEO da Havas Intelligence e coordenador do estudo mundial, os resultados demonstram que as corporações ganham importância e valor aos olhos do consumidor caso estejam efetivamente comprometidas com a sustentabilidade. Os pesquisadores perguntaram se os entrevistados ficariam preocupados com o desaparecimento de uma companhia no futuro. - Eles não se incomodariam se dois terços das marcas globais sumissem. Mas descobrimos também uma forte relação entre as marcas e a sustentabilidade, sugerindo que quanto mais sustentável ela for, mais importante ela será para o consumidor - alerta. Por isso, Sanchez salienta: - Quando uma empresa se preocupa com as pessoas, a sociedade, o planeta e contribui para fazer a diferença, ela redefine sua relação com o público".

A pesquisa “Futuro Sustentável 2010” avaliou também o engajamento dos consumidores. O público foi classificado em cinco perfis, conforme a relação do entrevistado com o tema da sustentabilidade: dedicados, passivos, céticos, descompromissados e críticos. Os resultados apontam que os desinteressados diminuíram. O perfil que mais cresce é o dos dedicados.

Os devotados são 46% dos brasileiros, um aumento de 10% sobre o número de 2009. Os passivos são 17%, mesmo índice da edição anterior. Os críticos correspondem a 16%, uma alta de 2%. Os céticos e os descompromissados respondem por 11%.

Portanto, quem tem ouvidos para ouvir, ouça os anseios e expectativas do consumidor.

Fonte:http://www.portaldomeioambiente.org.br/meio-ambiente-empresarial/6021-qfazer-algoq-pela-sustentabilidade-ja-nao-e-mais-um-diferencial-e-uma-premissa.html

Postado por Adriana Queiroz

domingo, 21 de novembro de 2010

Vídeo mostra riquezas, impactos e alternativas para o Pantanal

Por Geralda Magela
Imagine um grande prato de sopa que enche de água e transborda no período de chuva, depois vai esvaziando aos poucos na estação seca e volta a encher de novo.  Essa imagem pode ser usada para entender melhor o que é o Pantanal, um ecossistema único, rico e ao mesmo tempo ameaçado, situado no coração do Brasil, na Bolívia e no Paraguai.
A riqueza ambiental do Pantanal, sua biodiversidade e paisagens únicas fazem parte do vídeo sobre o Pantanal produzido pelo WWF-Brasil, em parceria com o WWF-Bolívia.
O vídeo de 6 minutos mostra também os impactos que a região vem sofrendo e os projetos e alternativas de produção sustentável que o WWF apoia no  Brasil e na Bolívia para conservar o Pantanal. Entre eles, a pecuária orgânica certificada, monitoramento de impactos, educação ambiental, ordenamento territorial, áreas protegidas públicas e privadas.
O Pantanal é a maior área úmida do Planeta e sua importância ambiental ultrapassa as fronteiras dos três países que o abrigam. Paisagem em constante movimento, é justamente esse ciclo das águas o responsável pela riqueza do Pantanal.
Quando o “prato” se enche e transborda formam-se grandes alagados, encharcando e nutrindo o solo com água e material orgânico, trazidos junto com a inundação. Quando esvazia, também mostra sua exuberância e forma o ambiente ideal para a  uma grande variedade de  plantas e animais que encontram ali  as condições ideais para viver, reproduzir e se perpetuar.
No entanto, se diminuir ou aumentar em excesso a quantidade de água ou se a água carregar muitos sedimentos, o processo de inundação fica prejudicado e o Pantanal também. “A sobrevivência do Pantanal rico e biodiverso depende desse ciclo das águas. Por isso, qualquer mudança ou impacto nas partes altas da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, onde estão as nascentes,  têm reflexos no Pantanal”, destaca  o coordenador do Programa Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker.


Desde 1998, WWF-Brasil e WWF-Bolívia vêm atuando com projetos de conservação no Pantanal, com uma visão transfronteiriça, olhando a bacia como um todo e em articulação com parceiros locais.  A escolha do bioma como uma de suas áreas prioritárias de atuação da ONG deve-se ao reconhecimento da importância do Pantanal para a conservação da biodiversidade.


Patrimônio natural
O Pantanal ocupa uma área de 158.592 quilômetros quadrados, mas a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, responsável pela sua formação, é muito maior. Ao todo, a bacia transfronteiriça abrange uma área de 624.320 km2, sendo aproximadamente 62% no Brasil, 20% na Bolívia e 18% no Paraguai, com recursos hidrológicos importantes para o abastecimento das cidades, onde vivem aproximadamente três milhões de pessoas.
Existem registros de pelo menos 4.700 espécies, incluindo plantas e vertebrados. Desse total, entre as quais estão 3.500 espécies de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 325  peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves  e 159 mamíferos. 

A importância ambiental da maior área úmida continental teve o seu reconhecimento a partir de 1998, quando o bioma foi decretado Patrimônio Nacional, pela Constituição brasileira. Em 2000, o Pantanal recebeu o título de Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A importância das áreas úmidas
As áreas úmidas existem em todos os tipos de ecossistemas e são importantes para a manutenção da biodiversidade de regiões importantes. Situadas em uma interface entre a água e o solo, são ecossistemas complexos, pressionados não somente pela ação direta do homem, mas também pelos impactos sobre ecossistemas terrestres, marinhos e de água doce adjacentes.
As áreas úmidas abrigam uma enorme variedade de espécies endêmicas, mas, também, periodicamente, espécies terrestres e de águas profundas e, portanto, contribuem substancialmente para a biodiversidade ambiental. Além disto, têm papel importante no ciclo hidrológico, ampliando a capacidade de retenção de água da região onde se localiza, promovendo o múltiplo uso das águas pelos seres humanos.
Desenvolvimento Sustentável
O vídeo mostra não somente esse patrimônio natural que é o Pantanal, mas também a sua fragilidade, reforçando a necessidade de mantê-lo conservado. Ao mesmo tempo, aponta a importância de fomentar atividades econômicas - como a pecuária orgânica certificada, o turismo e a pesquisa científica, o artesanato sustentável - que garantam o desenvolvimento socioeconômico de sua gente sem destruir todo esse patrimônio.
Estudo mostra maior impacto na parte alta da Bacia
Estudo realizado pelo WWF-Brasil em parceria com ONGS que atuam no Pantanal brasileiro mostra que a planície inundável, onde está o Pantanal, ainda está bem conservada, com 86,6% da sua cobertura vegetal natural. A situação é bem diferente na parte alta da bacia hidrográfica, onde apenas 41,8% da vegetação natural permanecem com sua formação original.
O estudo denominado Monitoramento das Alterações da Cobertura Vegetal e Uso do Solo na Bacia Alto Paraguai foi realizado por um consórcio de ONGs, entre elas o  WWF-Brasil. O objetivo  do estudo lançado em maio de 2010 foi fazer uma análise detalhada das mudanças de cobertura vegetal e uso do solo, ocorridas na Bacia do Alto Paraguai no período de 2002 a 2008.

O mapa também registrou um percentual maior de desmatamento no planalto da BAP. De 2002 a 2008, o lado brasileiro da BAP, onde está o Pantanal, teve uma perda de 4% de sua vegetação natural, contra 2,4% da planície.
Confira o vídeo aqui.
Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/meio-ambiente-natural/pantanal/6014-video-mostra-riquezas-impactos-e-alternativas-para-o-pantanal.html

Postado por Adriana Queiroz

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Se mundo crescesse como a China, Terra deveria ter o dobro do tamanho para ser sustentável

Metade dos danos ambientais que o país provoca é devido ao gás carbônico. (Eugene Hoshiko/03.03.2009/AP)

Se todos os países do mundo utilizassem os recursos naturais e produzisse os resíduos no mesmo nível que a China, o planeta Terra teria que ser pelos menos duas vezes maior para que esse crescimento pudesse ser mantido. Essa é a conclusão de um relatório apresentado nesta segunda-feira (15) pela WWF, ONG (organização não governamental) que atua em favor das causas ambientais.
De acordo com o documento, apresentado pelo diretor-geral da WWF, James Leape, é "crucial" que a China enfrente problemas como as emissões de dióxido de carbono e o acelerado desenvolvimento urbano.
- Isso deve ser feito para melhorar seu bem-estar sem causar danos ao planeta.
O relatório assinala que setores como a construção e o transporte, associados ao avanço do nível de vida no país, contribuíram em grande medida para que as emissões de CO2 (gás carbônico) da China atingissem o patamar de 54% do impacto ecológico nacional.
Se mantiver esse crescimento, o país vai precisar do dobro de seu solo produtivo para satisfazer a demanda de recursos naturais e absorver suas emissões.
A renda per capita chinesa aumentou 50 vezes nas últimas três décadas, algo que foi acompanhado pela rápida industrialização, desenvolvimento urbano e intensificação da agricultura, o que aumentou a pressão sobre a natureza.
Para elaborar o relatório, a WWF contou com a colaboração do Conselho Chinês para a Cooperação Internacional em Meio Ambiente e Desenvolvimento, cujo secretário-geral, Zhu Guangyao, ressaltou em sua apresentação que "os próximos 20 anos serão vitais para que China alcance um desenvolvimento sustentável".
A China é o maior emissor mundial de gás carbônico. Apesar disso, o país defende que a luta contra a mudança climática deve partir das nações desenvolvidas, por sua responsabilidade histórica no aquecimento global.
Ainda assim, o governo chinês prometeu diminuir sua intensidade de carbono entre 40% e 45% em 2020 com relação aos níveis de 2005. Isso é interpretado pela comunidade internacional como um passo importante na defesa do meio ambiente, mas talvez não seja suficiente para sustentar o desenvolvimento chinês sustentável.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Prejuízos com desastres naturais podem triplicar até 2100

Os prejuízos globais decorrentes de desastres naturais podem triplicar até 2100, chegando a US$ 185 bilhões por ano --isso sem levar em conta os impactos pela mudança climática--, segundo relatório da ONU e do Banco Mundial.
O texto diz que a população ameaçada por terremotos e tempestades em grandes cidades pode passar de 750 milhões para 1,5 bilhão nos próximos 40 anos. Algumas medidas preventivas poderiam reduzir os danos decorrentes, afirma o estudo, citando como exemplo o sucesso de Bangladesh na construção de proteções contra ciclones.
As medidas sugeridas variam de melhorias na meteorologia até a pintura de pontes metálicas, para conter a corrosão, ou a limpeza de bueiros para evitar inundações.
"Prevenir mortes e destruição por desastres vale a pena, se for bem feito", diz o relatório de 250 páginas, preparado por 70 especialistas, sob o título: "Riscos naturais, desastres não-naturais".
Os prejuízos decorrentes dos desastres naturais, o que inclui inundações, terremotos e ondas de calor, entre outros, devem triplicar. "Há crescimento econômico [...] e mais gente e propriedades localizadas em áreas mais ricas. Quanto mais as pessoas enriquecem, mais elas têm a perder", disse por telefone Apurva Sanghi, um dos autores do estudo.
O texto diz que os prejuízos decorrentes de desastres naturais causados pelo aquecimento global poderiam acrescentar mais US$ 28 bilhões a US$ 68 bilhões à fatura. O texto não cita dados sobre outras consequências ligadas à mudança climática, como a desertificação ou a elevação do nível dos mares.
Segundo o estudo, cerca de 3,3 milhões de pessoas morreram devido a tragédias naturais nos últimos 40 anos, a maioria em países pobres.
Entre as medidas elogiadas estão a construção de locais com duplas funções, como escolas que podem ser transformadas em abrigos anticiclone em Bangladesh, ou estradas que absorvem águas das chuvas na Malásia.
Outra proposta é a de mais investimentos em "colchões ambientais", como os manguezais, capazes de proteger litorais contra tempestades e tsunamis. Florestas podem evitar deslizamentos e atenuar os efeitos das inundações, acrescenta o texto.
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o relatório faz uma "defesa convincente" da necessidade de os países reduzirem sua vulnerabilidade a desastres naturais, liberando recursos para o desenvolvimento econômico.
"As notícias não são de todo sombrias. Bangladesh tem sido extremamente bem-sucedido na redução do número de mortes por ciclones", em parte graças à construção de abrigos nas últimas décadas, disse Sanghi.
Postado por Adriana Queiroz